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A Fúria de Carrick: United Não Pode Culpar o Apito por Perder Pontos

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📅 21 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 21/03/2026 · Michael Carrick critica decisões de pênalti 'surpreendentes' no empate do Man United

Michael Carrick tem todo o direito de se sentir injustiçado. As duas marcações de pênalti contra o Manchester United no empate por 2 a 2 com o Bournemouth em 13 de abril foram, caridosamente falando, questionáveis. Attwell apontou para a marca da cal aos 16 minutos, quando Willy Kambwala foi julgado por ter derrubado Dominic Solanke, e novamente aos 66, depois que Alejandro Garnacho foi penalizado por um toque de mão. Ambos pareceram suaves na repetição, especialmente o segundo, que o VAR manteve apesar das repetições mostrarem a bola desviando no peito de Garnacho antes de seu braço.

"Surpreendentes", Carrick as chamou. "Desconcertantes." E, honestamente, quem poderia argumentar? O primeiro pênalti, convertido por Solanke, colocou o Bournemouth em vantagem de 1 a 0 logo no início. Bruno Fernandes empatou para o United aos 35 minutos, um chute bem colocado de dentro da área. Então veio a segunda marcação de pênalti, convertida por Justin Kluivert, que restaurou a liderança do Bournemouth. Fernandes marcou novamente aos 78, um voleio poderoso, para salvar um ponto. Mas é o seguinte: Carrick, e o United, precisam olhar além do árbitro.

Não se trata apenas de duas decisões ruins. Trata-se de um padrão. O United já perdeu 10 pontos em posições de vitória na Premier League nesta temporada. Eles também sofreram 50 gols em 32 jogos do campeonato, o maior número nesta fase da campanha desde 1978-79. Você pode culpar Stuart Attwell pelos pênaltis o quanto quiser, mas não pode culpá-lo pela defesa porosa que permite ao Bournemouth, um time de meio de tabela, passar por eles repetidamente.

Na real: o desempenho do United no Vitality Stadium foi fraco. Marcus Rashford, um jogador de £300.000 por semana, esteve em grande parte invisível por longos períodos. Casemiro, o suposto âncora do meio-campo, parecia um passo lento, como tem sido na maior parte da temporada. Sim, Fernandes marcou dois gols, e ele tem sido o jogador mais consistente do United, agora com 15 gols em todas as competições. Mas um jogador não pode encobrir as rachaduras de um time inteiro.

A verdade é que, mesmo sem esses pênaltis, o Bournemouth criou chances suficientes para vencer. Eles tiveram 12 chutes a gol contra 8 do United. Solanke foi uma ameaça constante, e Kluivert deu trabalho a Diogo Dalot durante toda a tarde. Os Cherries jogaram com mais intensidade, mais propósito. Eles queriam mais. Isso é uma acusação maior ao United do que qualquer arbitragem questionável.

Olha, o United está em sétimo lugar na tabela da liga, atrás até mesmo do Newcastle. Eles estão lutando para se classificar para qualquer competição europeia, muito menos a Liga dos Campeões. Eles empataram três dos últimos cinco jogos do campeonato, incluindo contra Brentford e Burnley. Culpar o árbitro é uma saída fácil, uma distração conveniente dos problemas sistêmicos mais profundos que assolam Old Trafford.

A frustração de Carrick é compreensível, mas seu foco precisa ser em por que sua equipe se coloca continuamente em posições onde uma decisão questionável pode decidir o jogo. Eles não estão dominando os adversários. Eles não estão controlando as partidas. E isso é um problema muito maior do que uma má exibição de arbitragem.

Minha previsão ousada: o United terminará fora dos seis primeiros nesta temporada, marcando seu pior resultado na Premier League em mais de 30 anos, e Carrick não estará no comando na próxima temporada.