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Reis do Inesperado: Classificando os Melhores Azarões da Champions League

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⚡ Principais Pontos

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Marcus Rivera
Transfer Correspondent
📅 Última atualização: 2026-03-17
📖 8 min de leitura
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Publicado em 2026-03-15 · 📖 5 min de leitura · 1100 palavras

Lembra-se de quando a Champions League realmente parecia que tudo podia acontecer? Antes que os mesmos quatro ou cinco clubes monopolizassem todo o talento e o dinheiro dos prémios, houve temporadas em que um verdadeiro azarão podia chegar às meias-finais, ou até levantar o maldito troféu. Estamos a falar de campanhas que cativaram, chocaram e lembraram a todos porque assistimos ao belo jogo. Já vi muitas destas ao longo dos anos, e embora o dinheiro no futebol tenha mudado o cenário, estas quatro destacam-se. Vamos classificar as melhores histórias de azarões.

**4. Leicester City 2016-17: A Queda do Bis**

Olha, o que o Leicester fez em 2015-16, ganhando a Premier League, foi um milagre. A sua campanha na Champions League na temporada seguinte? Não foi bem a mesma magia, mas ainda assim impressionante para um clube que tinha lutado contra o rebaixamento no ano anterior ao seu título. Eles dominaram o seu grupo, terminando em primeiro com 13 pontos, à frente de Porto, Copenhaga e Club Brugge. Venceram o Brugge por 3-0 fora e 2-1 em casa, conseguiram uma vitória por 1-0 contra o Porto e empataram 0-0 com o Copenhaga. Uma campanha confortável, considerando tudo.

Os Foxes então enfrentaram o Sevilla nas oitavas de final. Depois de perderem a primeira mão por 2-1 na Espanha, com Jamie Vardy a marcar um golo crucial fora de casa, eles voltaram para vencer a segunda mão por 2-0 no King Power Stadium, selando uma vitória agregada de 3-2. Kasper Schmeichel defendeu um penálti em ambas as mãos, um esforço verdadeiramente heroico. O seu quarto de final contra o Atlético Madrid foi onde o sonho terminou. Perderam por 1-0 em Madrid, com Antoine Griezmann a marcar um penálti controverso, e apesar de um esforço valente na segunda mão, empatando 1-1 em casa, foram eliminados por 2-1 no agregado. Riyad Mahrez ainda estava a orquestrar jogadas, Wilfred Ndidi foi uma revelação no meio-campo, e aquela equipa jogava com uma crença que só Claudio Ranieri poderia ter incutido. Foi especial porque foi uma extensão do seu conto de fadas, provando que não eram um fenómeno de uma só vez, mesmo que não pudessem repetir o choque final.

**3. Monaco 2003-04: Atacar, Atacar, Atacar!**

Esta equipa do Monaco era uma alegria absoluta de assistir. Didier Deschamps tinha-os a jogar um futebol destemido e ofensivo, mesmo contra os gigantes da Europa. A sua fase de grupos viu-os terminar em primeiro com 11 pontos, à frente de Deportivo La Coruña, PSV Eindhoven e AEK Atenas. Eles golearam o Deportivo por 8-3 num jogo memorável, com Dado Pršo a marcar quatro golos, um recorde da Champions League na altura. Ludovic Giuly, Jérôme Rothen e Fernando Morientes, emprestado do Real Madrid, formaram um trio de ataque devastador.

As oitavas de final colocaram-nos contra o Lokomotiv Moscow. Perderam a primeira mão por 2-1 na Rússia, mas voltaram a vencer por 1-0 em casa, avançando por golos fora. Depois veio a surpresa dos quartos de final: Real Madrid. Os Galácticos, com Zidane, Figo, Beckham e Ronaldo. O Monaco perdeu a primeira mão por 4-2 no Bernabéu, com Morientes a marcar contra o seu clube de origem. Mas na segunda mão, eles entregaram uma vitória impressionante por 3-1 em casa, com Giuly a marcar dois golos espetaculares, incluindo um toque de calcanhar. Eles avançaram novamente por golos fora, 5-5 no agregado. A meia-final contra o Chelsea, gerido por Claudio Ranieri, foi outra surpresa. O Monaco venceu a primeira mão por 3-1 em casa, mesmo depois de Akis Zikos ter sido expulso, e depois empatou 2-2 em Stamford Bridge, avançando por 5-3 no agregado. A final contra o Porto foi um passo demasiado longe, perdendo por 3-0. Mas aquela campanha, marcada por um futebol ofensivo audacioso e por ter derrubado o Real Madrid, cimentou o seu lugar como uma das melhores.

**2. Ajax 2018-19: O Belo Jogo Personificado**

Esta foi uma equipa especial, um verdadeiro regresso ao Futebol Total. Erik ten Hag construiu um plantel de jogadores jovens, ambiciosos e extremamente talentosos que jogavam com uma arrogância e beleza que cativaram a todos. Eles navegaram pelas eliminatórias, vencendo Sturm Graz, Standard Liège e Dynamo Kyiv apenas para chegar à fase de grupos. Depois, terminaram em segundo num grupo difícil atrás do Bayern Munique, empatando ambos os jogos por 1-1 e 3-3, e vencendo o Benfica duas vezes. Frenkie de Jong e Matthijs de Ligt foram fenomenais.

O seu confronto nas oitavas de final contra o Real Madrid, os tricampeões em título, foi lendário. Depois de perderem a primeira mão por 2-1 em casa, foram ao Bernabéu e produziram uma obra-prima, vencendo por 4-1. Dušan Tadić estava imparável, marcando um golo e assistindo dois. A seguir: Juventus e Cristiano Ronaldo. Empataram 1-1 em Amesterdão, depois foram a Turim e venceram por 2-1, com de Ligt a marcar de cabeça o golo da vitória. Eles eram destemidos. A meia-final contra o Tottenham foi agonizante. Venceram a primeira mão por 1-0 em Londres, depois fizeram 2-0 em casa na segunda mão, liderando por 3-0 no agregado ao intervalo. Mas o hat-trick de Lucas Moura na segunda parte, incluindo um golo aos 96 minutos, deu uma vitória por 3-2 ao Spurs, e o Ajax foi eliminado por golos fora. Aquela equipa, com Hakim Ziyech, Donny van de Beek e David Neres, jogava futebol da forma como deve ser jogado. Perder de forma tão brutal apenas tornou a sua jornada mais pungente.

**1. Porto 2003-04: O Triunfo Final**

Este ocupa o primeiro lugar, sem dúvida. Não apenas uma campanha de azarão, mas uma *vitória* de azarão. José Mourinho, na sua primeira temporada completa no comando, pegou numa equipa sem superestrelas globais e transformou-os em campeões europeus. Eram disciplinados, taticamente brilhantes e tinham uma crença coletiva que era contagiante. Terminaram em segundo no seu grupo, atrás do Real Madrid, mas crucialmente venceram o Marselha duas vezes (1-0, 3-2) e o Partizan Belgrado (1-1, 1-1).

As oitavas de final foram um assunto dramático contra o Manchester United. Depois de vencerem a primeira mão por 2-1 em casa, foram a Old Trafford e estavam a segundos da eliminação, perdendo por 1-0, quando Costinha marcou aos 90 minutos para fazer 1-1, enviando-os para a próxima fase por 3-2 no agregado. Aquela icónica corrida de Mourinho pela linha lateral? Esse foi o momento. Os quartos de final viram-nos despachar confortavelmente o Lyon, vencendo por 2-0 em casa e empatando 2-2 fora, com Deco a orquestrar as jogadas. Nas meias-finais, enfrentaram o Deportivo La Coruña. Um tenso empate 0-0 em casa foi seguido por uma vitória por 1-0 fora em Espanha, graças a um penálti de Derlei. Depois veio a final contra o Monaco, que dominaram, vencendo por 3-0 com golos de Carlos Alberto, Deco e Dmitri Alen