Jets e o QB de Alabama: Um Caminho Familiar e Assustador
Lembra-se de Brett Favre? Os Jets certamente sim. Eles também se lembram de Christian Hackenberg, Geno Smith, e uma longa lista de outros quarterbacks que chegaram com alarde e partiram com pontos de interrogação. Agora, com o NFL Draft se aproximando, sussurros em Florham Park sugerem outra aposta em um jovem braço: Ty Simpson, o signal-caller de Alabama. Adam Schefter até mencionou isso no *Get Up*, o que, dada a história dos Jets com QBs altamente elogiados, é um sinal de esperança ou um presságio de desgraça.
A carreira universitária de Simpson foi, para dizer o mínimo, limitada. Ele lançou apenas 57 passes em suas duas temporadas em Tuscaloosa, completando 35 deles para 360 jardas e três touchdowns. Sua ação mais extensa veio na abertura da temporada de 2023 contra Middle Tennessee, onde ele fez 13 de 17 passes para 73 jardas e um touchdown. Isso não é um erro de digitação. Setenta e três jardas. Para um jogador projetado por alguns especialistas em draft para ir tão alto quanto a terceira rodada, esses números são surpreendentemente escassos. Ele nunca começou um jogo para Nick Saban, ficando atrás de Bryce Young e Jalen Milroe. Este não é um jogador com uma montanha de vídeos de jogos para os olheiros dissecarem, o que faz com que qualquer projeção de rodada alta pareça pura projeção, não análise.
O Fantasma do Draft Passado
Aqui está a questão: Joe Douglas e Robert Saleh estão sob imensa pressão. Aaron Rodgers está entrando em sua temporada de 41 anos, vindo de uma ruptura do tendão de Aquiles que lhe custou essencialmente todo o ano de 2023 após apenas quatro snaps. A equipe terminou em 7-10 no ano passado, perdendo os playoffs pela 13ª temporada consecutiva, a mais longa seca ativa nos esportes profissionais norte-americanos. Zach Wilson, a segunda escolha geral em 2021, fracassou espetacularmente, lançando 23 touchdowns e 25 interceptações em 34 jogos como Jet. A torcida está além da impaciência. Draftar um prospecto cru como Simpson, que precisa de um desenvolvimento significativo, parece uma jogada que um time faz quando tem tempo. Os Jets não têm tempo.
Olha, Simpson tem ferramentas. Ele tem um braço forte, boa mobilidade e vem de um sistema profissional em Alabama, o que sempre agrada aos treinadores da NFL. Com 1,88m e 92kg, ele se encaixa fisicamente no molde. Mas o salto de um punhado de snaps universitários para a NFL, especialmente no caldeirão que é o mercado de Nova York, é imenso. Esta não é uma situação em que os Jets podem se dar ao luxo de deixar um quarterback no banco por dois anos enquanto Rodgers busca um Super Bowl. Eles precisam de um reserva viável *agora*, alguém que possa entrar e vencer jogos se Rodgers se machucar novamente. Simpson não é esse cara. Ele é um bilhete de loteria, e os Jets já compraram muitos desses na posição de quarterback.
Vale a Pena o Risco?
Minha opinião ousada? Draftar Ty Simpson antes da sexta rodada seria uma má prática organizacional, dada a atual construção do elenco dos Jets e o mandato de vencer agora. Eles têm muitas necessidades imediatas – profundidade na linha ofensiva, outro recebedor confiável, um safety – para gastar uma valiosa escolha de meio de rodada em um quarterback de projeto com experiência tão limitada. Se eles o escolherem na sétima rodada, claro, por que não? É uma aposta. Mas qualquer coisa acima disso parece um golpe desesperado para o gol por um time que deveria estar se concentrando em singles e doubles.
Os Jets já têm um histórico de se apaixonar pela ideia de um quarterback em vez da produção comprovada. De Hackenberg a Wilson, tem sido um ciclo doloroso. Simpson pode se tornar um bom quarterback da NFL algum dia. Mas os Jets, com a janela de Rodgers se fechando e uma seca de playoffs se estendendo para sua segunda década, não são o time que pode se dar ao luxo de esperar para descobrir. Eles precisam de um plano de contingência plug-and-play, não de outro projeto de longo prazo.
Previsão ousada: Os Jets passarão por Ty Simpson no draft, optando por um reserva veterano na free agency antes do training camp.