Olha, empates em 0-0 acontecem na Premier League. Especialmente quando duas equipes estão lutando por cada centímetro, sabendo o que está em jogo. Mas o empate de domingo entre Leeds e Brentford em Elland Road pareceu menos um ponto conquistado com muito esforço e mais dois pontos perdidos para a equipe de Jesse Marsch. Eles precisavam desta vitória.
Os Bees, por sua vez, foram exatamente o que se espera da equipe de Thomas Frank: organizados, disciplinados e defensivamente sólidos. Eles estacionaram o ônibus e desafiaram o Leeds a superá-los. E o Leeds, apesar de todo o seu esforço, simplesmente não conseguiu. Patrick Bamford, começando na frente, teve algumas meias-chances, mas nada que realmente testasse David Raya. Wilfried Gnonto, que tem sido uma revelação ultimamente, estava animado, completando três dribles, mas não conseguiu encontrar aquele passe decisivo. O Leeds conseguiu 16 chutes, mas apenas três deles foram no alvo. Isso é um problema.
É o seguinte: você não pode se surpreender quando uma equipe como o Brentford vem a Elland Road e sufoca o ataque. Eles já fizeram isso antes, segurando o Chelsea em um empate sem gols em outubro e até mesmo vencendo o Manchester City por 2-1 no Etihad uma semana depois. Eles sabem como defender. O verdadeiro problema é a incapacidade do Leeds de desbloquear essas defesas. Faltou-lhes invenção, aquele toque de magia de alguém como Raphinha, que eles venderam para o Barcelona por £55 milhões no verão passado. Jack Harrison tentou, fazendo 47 passes, mas sua entrega simplesmente não foi consistente.
**Impacto Silencioso do Meio-Campo**
Tyler Adams e Marc Roca no meio-campo foram sólidos o suficiente, vencendo cinco desarmes entre eles e protegendo a linha de defesa. Mas eles não ofereceram muito no ataque. Apenas 34% dos ataques do Leeds vieram pelo meio, com a maior parte do jogo sendo empurrada para as laterais. Isso diz muito sobre a falta de criatividade central. Quando você está buscando um gol contra um adversário teimoso, você precisa de alguém para fazer o passe preciso, para jogar aquele passe inesperado. O Leeds não tinha isso. Rodrigo, que tem sido o artilheiro da equipe com 10 gols nesta temporada, não estava nem perto de seu melhor, parecendo isolado por longos períodos.
O Brentford, enquanto isso, parecia contente em absorver a pressão e contra-atacar, o que eles fizeram de forma eficaz às vezes. Ivan Toney, que acumulou 13 gols nesta temporada, deu a Liam Cooper e Robin Koch uma tarde difícil, vencendo quatro duelos aéreos. Mas a bola final muitas vezes também faltou para eles. Parecia que ambas as equipes tinham mais medo de perder do que desespero para vencer, o que, dadas as apostas, é compreensível, mas também resulta em um espetáculo monótono.
Este empate deixa o Leeds com 18 pontos, apenas uma posição acima da zona de rebaixamento. Eles tiveram a chance de abrir uma distância real entre si e os três últimos, especialmente depois que a vitória por 5-2 na FA Cup contra o Cardiff City em 18 de janeiro mostrou vislumbres de seu potencial ofensivo. Não conseguir capitalizar esse momento contra um adversário de meio de tabela é uma oportunidade perdida. Isso coloca ainda mais pressão sobre o próximo jogo contra o Nottingham Forest no City Ground em 5 de fevereiro.
Minha opinião? A menos que o Leeds traga um meio-campista verdadeiramente criativo antes que a janela de transferências se feche, eles estarão suando pelo rebaixamento até a última semana da temporada. Eles têm a luta, mas nem sempre a finesse.