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O Malabarismo de Rosenior no Chelsea: Ele Está Realmente 'Ciente' ou Apenas Desviando?

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📅 20 de março de 2026⏱️ 4 min de leitura
Publicado em 2026-03-20 · Liam Rosenior 'ciente' das críticas no Chelsea

Liam Rosenior estava no pódio da coletiva de imprensa, com o familiar fundo azul atrás dele, e falou sobre estar "ciente" das críticas. Foi o discurso padrão pós-jogo após uma derrota por 2 a 1 para o Fulham no último fim de semana, um resultado que derrubou o Chelsea para um desanimador 10º lugar na Premier League. Ele disse todas as coisas certas, o tipo de coisa que os treinadores são instruídos a dizer: "Sabemos onde estamos", "estamos trabalhando duro", "o processo". Mas a questão é: a consciência não resolve nada se os resultados continuarem ruins.

O Chelsea venceu apenas dois dos últimos sete jogos do campeonato. Dois. Isso inclui um empate sem gols por 0 a 0 contra o Bournemouth em 17 de setembro e uma humilhante derrota por 4 a 1 para o Brighton em 29 de outubro. Os gols também secaram. Eles marcaram apenas 18 gols em 15 jogos do campeonato, ficando atrás até mesmo de Brentford e Wolves nesse quesito. Para um clube que gastou mais de 400 milhões de libras na janela de transferências de verão, isso não é apenas território de "consciência"; é uma crise total.

**A Questão Sterling e a Confusão no Meio-Campo**

Rosenior continua escalando Raheem Sterling semana após semana, mesmo quando o ponta parece completamente perdido. Sterling, contratado por 47,5 milhões de libras, não marca desde a vitória por 3 a 0 sobre o Luton Town em 25 de agosto. Seus toques na área adversária diminuíram, sua tomada de decisão é questionável, e ainda assim ele é titular. Enquanto isso, Noni Madueke, que mostrou lampejos de brilhantismo vindo do banco contra o Fulham, não consegue uma vaga de titular. Que mensagem isso envia ao elenco? Que nomes estabelecidos recebem um passe, independentemente da forma? É um precedente perigoso.

E depois há o meio-campo. Enzo Fernández, uma chegada de janeiro por 106 milhões de libras, muitas vezes parece estar tentando fazer o trabalho de três jogadores. Ele completou 92 passes contra o Fulham, mas quantos deles foram realmente progressivos, quebrando linhas e criando perigo? Com muita frequência, são passes laterais ou para trás. O equilíbrio não está certo. Conor Gallagher se esforça muito, mas não é um criador natural, e Moises Caicedo, uma contratação de verão por 115 milhões de libras, ainda parece um cervo assustado às vezes. Lembra quando o Chelsea dominava os meio-campos com Lampard e Essien? Esses dias parecem uma lembrança distante.

**Isso é Apenas a Dor de Cabeça de Todd Boehly?**

Olha, Rosenior herdou uma bagunça, sem dúvida. A rotatividade de jogadores, o grande volume de rostos novos, é uma mão difícil de jogar. Mas em algum momento, um treinador tem que impor sua autoridade na equipe e mostrar alguma flexibilidade tática. Manter as mesmas formações, fazer as mesmas substituições e esperar resultados diferentes? Essa é a definição de insanidade. Os torcedores não estão apenas "cientes" das críticas; eles estão vivendo isso todo fim de semana. A atmosfera em Stamford Bridge, que costumava ser uma fortaleza, tem sido visivelmente sem graça, mesmo após o entusiasmo inicial das novas contratações. O empate em 0 a 0 contra o Bournemouth foi recebido com gemidos, não com rugidos.

Aqui está a minha opinião: Rosenior está dizendo que está "ciente" porque o que mais ele pode dizer? Ele tem o apoio total de Todd Boehly e Behdad Eghbali por enquanto, um apoio que parece ser construído na paciência com o "projeto" em vez de resultados reais. Mas mesmo a paciência da diretoria tem um prazo de validade. Ele recebeu um cheque em branco para reconstruir, e os retornos simplesmente não estão lá.

Minha previsão ousada: Se o Chelsea não conseguir pelo menos duas vitórias nos próximos três jogos do campeonato — fora contra o Wolves, em casa contra o Sheffield United e fora contra o Manchester United — a conversa sobre "consciência" rapidamente se transformará em conversa sobre "substituições".