O Canto do Cisne de Salah: O Próximo Capítulo para o Rei do Liverpool
Está a acontecer, pessoal. Os sussurros estão a ficar mais altos, e o destino está traçado. Mohamed Salah, o Rei Egípcio que deu ao Liverpool o seu primeiro título de liga em 30 anos e um troféu da Liga dos Campeões, parece estar prestes a deixar Anfield. Depois de 211 golos em 349 jogos, incluindo uns ridículos 44 na sua época de estreia em 2017-18, o tempo de Salah em Merseyside parece estar a chegar ao fim. Ele tem 32 anos agora, ainda afiado, ainda produtivo – marcou 18 golos na Premier League na época passada – mas o clube está claramente a entrar numa nova era sob o comando de Arne Slot. Então, para onde vai um jogador do seu calibre, com o seu apelo global e ainda com um desempenho de elite?
A Tentação Saudita
Não nos iludamos, este é o destino mais provável. A Arábia Saudita tem andado a rondar Salah há dois anos, e o dinheiro que estão a oferecer é francamente absurdo. Lembram-se da oferta de 150 milhões de euros do Al-Ittihad no verão passado? O Liverpool rejeitou-a, mas esse tipo de dinheiro não evapora. Clubes como Al-Hilal, Al-Nassr e Al-Ahli estariam todos na fila. Imaginem Salah a juntar-se a Cristiano Ronaldo no Al-Nassr, ou a Neymar no Al-Hilal – o potencial de marketing por si só é estratosférico. Ele tornar-se-ia instantaneamente a cara da liga, ainda mais do que Ronaldo. Além disso, um contrato de dois ou três anos lá garantiria o futuro da sua família por gerações, e sejamos honestos, o seu legado no Liverpool já está cimentado. Ele ganhou tudo o que havia para ganhar. O ritmo de jogo na Saudi Pro League também seria menos exigente, potencialmente prolongando a sua carreira com uma alta taxa de golos. Ele marcou 137 golos na Premier League pelo Liverpool, apenas 22 abaixo do recorde do clube de Steven Gerrard em todas as competições. É esse o tipo de companhia que ele mantém.
Um Encore Europeu?
É aqui que a coisa fica mais complicada e, francamente, menos provável. Que clube europeu de elite precisa de um extremo de 32 anos com salários altíssimos? Real Madrid e Barcelona são perenemente ligados a grandes nomes, mas as suas situações financeiras e composições de plantel não se encaixam. O Real acabou de contratar Kylian Mbappé e Endrick, e Vinicius Jr. é dono da ala esquerda. O Barça ainda está a navegar pelas regulamentações do FFP e a tentar integrar os seus próprios jovens talentos. Bayern Munique? Eles têm Leroy Sané e Serge Gnabry, e tendem a favorecer aquisições mais jovens. PSG? Talvez, enquanto reconstroem após a saída de Mbappé, mas o seu foco mudou para um modelo mais coletivo, menos dependente de superestrelas.
Aqui está a minha aposta: se ele ficar na Europa, não será num candidato à Liga dos Campeões. Seria um clube logo abaixo desse escalão superior, talvez em Itália, à procura de uma contratação de peso para elevar o seu perfil. Pensem no AC Milan ou mesmo na Roma, onde jogou de 2015 a 2017, marcando 29 golos em 65 jogos da Serie A. Um regresso romântico, talvez, mas que parece um passo atrás competitivamente para ele.
O Tiro Longo da MLS
Nunca digam nunca, mas esta parece uma terceira opção distante. A MLS tem atraído estrelas europeias envelhecidas, mas geralmente aquelas mais perto dos 35 ou 36 anos, à procura de um último salário e uma mudança de estilo de vida. Salah, mesmo aos 32, ainda tem muito para competir a um nível superior ao que a MLS oferece. Embora a liga esteja a crescer, e nomes como Lionel Messi tenham trazido uma atenção sem precedentes, a mudança de Salah para lá pareceria prematura. Ele ainda é capaz de 20+ golos por época numa liga de topo, como evidenciado pelos seus 25 golos em todas as competições pelo Liverpool na época passada.
A minha previsão ousada? Salah estará a jogar o seu futebol na Arábia Saudita até ao final de agosto, provavelmente pelo Al-Hilal, assinando um contrato que o torna um dos atletas mais bem pagos do planeta.