A notícia atingiu em cheio, um golpe no estômago após outro golpe no estômago. Igor Tudor, recém-saído de uma derrota por 3 a 0 de sua Lazio para o Tottenham em um amistoso de pré-temporada, soube do falecimento de seu pai. É um momento que tira todo o papo tático, os rumores de transferências, o debate interminável sobre formações. O futebol, com todo o seu drama e paixão, pode ser brutalmente insignificante diante de uma verdadeira tragédia.
A questão é que aquele amistoso em 23 de julho não foi apenas um amistoso para Tudor. Foi seu primeiro teste real como técnico da Lazio, uma chance de mostrar o que seu novo sistema poderia fazer contra um gigante da Premier League. Ele havia sido nomeado apenas no final de junho, assumindo o cargo de Maurizio Sarri. O desempenho, francamente, foi difícil. Richarlison marcou dois gols para os Spurs, enquanto Harry Kane adicionou outro. A Lazio parecia desorganizada, lutou para conter os jogadores de lado do Tottenham e conseguiu apenas dois chutes a gol durante todo o jogo. Você podia ver a frustração no rosto de Tudor mesmo então, um homem já carregando uma imensa pressão.
**O Peso da Área Técnica**
Não se trata apenas de um técnico perdendo um pai. Trata-se da natureza implacável e impiedosa do futebol de elite, onde o luto pessoal muitas vezes precisa ser compartimentado. Lembre-se de quando Carlo Ancelotti teve que comandar o Real Madrid poucos dias depois da morte de seu pai em 2010? Ou quando a mãe de Pep Guardiola faleceu durante os bloqueios iniciais da COVID-19? O show, como dizem, deve continuar. Tudor, ex-zagueiro da Juventus e da Croácia, sempre foi conhecido por sua intensidade. Ele jogou 168 jogos da Serie A pela Juve, conquistando dois títulos da liga. Ele traz o mesmo fogo para o banco.
Mas que impacto essa perda pessoal terá em sua capacidade de liderar a Lazio? Eles já estão enfrentando uma temporada desafiadora na Serie A. No ano passado, terminaram em sétimo lugar, 11 pontos atrás do Bologna, quarto colocado. Tudor precisa reconstruir a confiança, integrar novas contratações e implementar seu estilo agressivo e de alta pressão. Tudo isso enquanto está de luto. Essa é uma carga que poucos de nós poderíamos realmente compreender. Ele tem uma estreia contra o Bologna em 18 de agosto. Não há muito tempo para processar.
**A Batalha Difícil da Lazio**
O elenco da Lazio precisa de trabalho, e rápido. Eles ainda não fizeram nenhuma contratação significativa no mercado de transferências, e seu ataque, dependente de Ciro Immobile, que fará 35 anos na próxima temporada, precisa de sangue novo. Immobile marcou apenas 7 gols na liga na temporada passada, um declínio acentuado em relação à sua produção habitual. O sistema de Tudor exige energia e corrida incansável, especialmente de seus atacantes. Ele terá o apoio de Claudio Lotito, presidente da Lazio, conhecido por ser pão-duro? A história diz que provavelmente não.
Aqui está minha opinião: Essa tragédia, embora devastadora, pode realmente galvanizar o elenco da Lazio. Eles verão a dor de seu técnico, sua dedicação, e jogarão com mais empenho por ele. Mas não será o suficiente para superar os problemas estruturais. Prevejo que a Lazio terminará fora dos seis primeiros nesta temporada, apesar dos melhores esforços de Tudor. O custo emocional, combinado com a falta de atividade no mercado de transferências, será demais para um técnico que já está passando por uma transição difícil.