Lembra-se daquele momento em Anfield? Igor Tudor, o impetuoso treinador da Lazio, em um abraço apertado com um membro da equipe do Tottenham, Allan Dixon, antes do jogo contra o Liverpool em maio. A internet, abençoada seja, decidiu que Tudor pensou que estava abraçando Arne Slot, então o futuro treinador do Liverpool. Tudor agora esclareceu a situação, dizendo que sabia exatamente quem era Dixon. Mas, honestamente, quem se importa? Foi um momento de pura e inalterada absurdidade esportiva, e nos deu a todos uma boa risada.
A questão é que a explicação de Tudor faz sentido. Ele conhecia Dixon de seus tempos juntos na Juventus anos atrás. Dixon era analista da Velha Senhora quando Tudor jogou lá de 1998 a 2007. Eles se conhecem há muito tempo. Mas a imagem de Tudor confundindo um cara qualquer com um treinador rival? Isso é ouro. E Tudor, para seu crédito, parece estar entrando na brincadeira. Ele até brincou que poderia continuar abraçando "Arne" como um amuleto da sorte. É preciso respeitar esse tipo de autoconsciência.
**O Caminho Rochoso da Lazio Sob Tudor**
Olha, a Lazio precisa de toda a sorte que puder ter agora. Tudor assumiu em março, substituindo Maurizio Sarri, e tem sido uma montanha-russa. Eles terminaram em sétimo lugar na Serie A com 59 pontos, uma queda significativa em relação ao segundo lugar na temporada 2022-23, quando acumularam 74 pontos. Eles se classificaram para a Liga Europa, o que é alguma coisa, mas não é o futebol da Liga dos Campeões que os torcedores anseiam.
Sob Tudor, a forma da Lazio tem sido irregular. Eles venceram cinco de seus 11 jogos no campeonato, empatando três e perdendo três. Não é exatamente uma sequência dominante. Ciro Immobile, o talismã do clube, marcou apenas 7 gols no campeonato em toda a temporada, seu menor número desde que se juntou à Lazio em 2016. Isso é um grande problema. Você não pode esperar disputar as primeiras posições quando seu principal atacante não está em boa fase. O elenco, francamente, parece um pouco desgastado em algumas partes. Eles precisam de uma injeção de ritmo e criatividade, especialmente no meio-campo. Daichi Kamada, trazido do Frankfurt, não explodiu como muitos esperavam. Ele mostrou lampejos, mas não brilho consistente.
E aqui está a opinião ousada: a abordagem tática de Tudor, que é mais direta e de alta pressão do que o estilo baseado na posse de bola de Sarri, levará tempo para ser totalmente implementada. Talvez tempo demais para uma base de fãs acostumada a disputar vagas europeias. Ele já está em conflito com alguns jogadores, supostamente por causa dos métodos de treinamento. Isso nunca é um bom sinal no início.
**Uma Nova Temporada, Um Novo Abraço?**
O abraço com Dixon, intencional ou não, tornou-se um momento viral que humanizou um pouco Tudor. Ele é frequentemente visto como uma figura severa e intensa na linha lateral, e este foi um raro vislumbre de leveza. Com uma pré-temporada completa em seu currículo, a pressão será imensa para a Lazio ter um desempenho melhor. Eles precisam encontrar gols de algum lugar e reforçar uma defesa que sofreu 46 gols na temporada passada.
Espero plenamente que Tudor procure Dixon para outro abraço pré-jogo se seus caminhos se cruzarem novamente, ou encontre um novo "Arne" para abraçar para as câmeras. É um bom pedaço de teatro, e às vezes, é exatamente isso que o futebol precisa. Mas o verdadeiro teste não estará nas artimanhas da linha lateral; estará em campo. Minha previsão ousada? A Lazio terminará fora dos seis primeiros na Serie A na próxima temporada, perdendo completamente o futebol europeu. O abraço de "Arne" não será suficiente.